Na ampliação de um galpão logístico no distrito de Campos Elíseos, próximo à Rodovia Washington Luiz, a equipe de sondagem se deparou com uma sequência de argilas moles intercaladas com lentes de areia fina — um perfil típico dos terrenos de baixada na Baixada Fluminense. O ensaio CPT (Cone Penetration Test) foi executado com penetrômetro hidráulico de 20 toneladas, registrando a resistência de ponta e o atrito lateral a cada centímetro, sem amolgamento das camadas. Em Duque de Caxias, onde as fundações competem com solos compressíveis e lençol freático elevado, o piezocone se tornou indispensável para projetos de estacas e radiers que exigem parâmetros de deformabilidade confiáveis. O ensaio, normalizado pela ABNT NBR 16203, permite mapear a estratigrafia com resolução que nenhuma sondagem tradicional consegue alcançar, reduzindo incertezas na estimativa de capacidade de carga.
O ensaio CPT com piezocone em Duque de Caxias entrega um perfil de solo a cada centímetro, eliminando as lacunas de informação que as sondagens espaçadas deixam nos depósitos heterogêneos da baixada.
Normas técnicas vigentes
ABNT NBR 16203:2013 — Ensaio de piezocone (CPT/CPTu) — Procedimento, ABNT NBR 6484:2020 — Execução de sondagens de simples reconhecimento dos solos, ABNT NBR 6122:2019 — Projeto e execução de fundações, ISSMGE — International Reference Test Procedure for Cone Penetration Test (CPT), Robertson, P.K. (1990) — Soil classification using the cone penetration test. Canadian Geotechnical Journal
Perguntas frequentes
Qual é o custo de um ensaio CPT em Duque de Caxias e o que está incluído?
O ensaio CPT em Duque de Caxias tem custo entre R$410 e R$670 por metro linear, incluindo mobilização do caminhão com penetrômetro hidráulico de 20 toneladas, ponteira piezométrica calibrada, relatório técnico com perfil contínuo de qc, fs e u2, classificação Robertson, e estimativa de parâmetros geotécnicos derivados (resistência não drenada Su, ângulo de atrito efetivo, módulo de deformação). A mobilização de equipamento em áreas de difícil acesso pode ter acréscimo de R$350 a R$500.
Qual a diferença entre o ensaio CPT e a sondagem SPT para um projeto de fundações em solo mole?
A sondagem SPT fornece o índice NSPT a cada metro e recupera amostras deformadas, enquanto o ensaio CPT registra resistência de ponta e atrito lateral a cada centímetro, de forma contínua, sem amolgamento. Em depósitos de argila mole como os de Duque de Caxias, o CPT detecta lentes de areia com 5 cm de espessura que o SPT ignora, fornece a poropressão (u2) para estimar o coeficiente de adensamento, e permite classificar o solo com critérios normalizados. Para fundações profundas, o CPT é recomendado pela NBR 6122 como ensaio complementar ao SPT, especialmente em terrenos com lençol freático elevado.
Em que situações o ensaio CPT não é recomendado em Duque de Caxias?
O ensaio CPT encontra limitação em solos com pedregulhos, matacões ou rocha decomposta com blocos superiores a 5 cm, comuns nos sopés da Serra de Petrópolis, em Xerém. Nesses casos, a ponteira pode sofrer desvio angular acima de 2 graus ou atingir a carga máxima da célula (100 MPa) antes da profundidade de projeto, exigindo a pré-furação com trado ou a substituição por sondagem rotativa. Solos muito compactos com SPT superior a 50 golpes também podem interromper o avanço do cone.